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Grandes projetos impulsionam o crescimento e o desenvolvimento da CMC no Brasil

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Hugo Machado é superintendente da CMC Modular do Brasil. Ele trabalha em P&D de produtos inovadores para construção civil fora do local, por meio de métodos construtivos modulares e industrializados.

Hugo Machado é Gerente Geral de Fábrica e Engenharia da CMC Modular, uma empresa de fabricação modular com estrutura de aço sediada no Brasil. A construção tradicional - que, explica Machado, é de tijolo e argamassa no Brasil - é muito dominante no país. A construção modular é nova no país, especialmente para moradias. No entanto, como em muitos outros países, "a pandemia, especialmente o hospital que foi construído na China, chamou muita atenção para a construção modular".

Machado diz que um dos desafios que o setor modular enfrenta no Brasil é que "há muito poucos fornecedores dos materiais de que precisamos. Por isso, acabamos adaptando muitos materiais da construção tradicional. Dada a falta de opções disponíveis, pode ser um desafio fornecer o tipo de acabamento que os clientes esperam". A logística também é um desafio. "Nossas regulamentações de transporte não nos permitem transportar unidades maiores por estrada, e as estradas nem sempre são bem conservadas", diz Machado. "Às vezes, precisamos transportar unidades altas em caminhões com leitos mais baixos. Encontrar uma empresa de transporte com o tipo certo de equipamento pode ser difícil."

Como em muitos outros lugares, a contratação também é um desafio, e é raro encontrar pessoas com experiência em construção modular ou construção em um ambiente de fábrica. Normalmente, a CMC contrata pessoas com experiência em construção tradicional e as treina na fábrica. "Eles gostam do ambiente e da qualidade de vida que isso lhes proporciona, em comparação com o trabalho em canteiros de obras tradicionais, um após o outro", diz Machado.

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Centro de Inovação

Essa estrutura modular está situada dentro de uma usina de mineração brasileira no Brasil. Seu objetivo é promover a inovação e o empreendedorismo em uma comunidade que depende da mineração. O cliente queria um edifício do tipo "caixa" ou "contêiner", mas com uma sensação industrial menos pesada para combinar com a construção existente. Quatro módulos foram usados para criar uma atmosfera de trabalho em equipe que se misturasse com o jardim existente. Externamente, há um deck parcialmente coberto para acesso aos módulos, além de servir como área de convivência, com solário de madeira plástica. Nas fachadas, os módulos são totalmente revestidos com adesivo vinílico que lembra as cores da empresa.

O início da CMC e para onde ela está indo

A CMC começou fabricando módulos temporários para acampamentos de trabalhadores, como escritórios, banheiros e alojamentos. Com o tempo, os clientes começaram a solicitar edifícios com melhor aparência. "Em seguida, começamos a fabricar cozinhas comerciais e restaurantes de fast food. Agora, também estamos construindo moradias permanentes e de alto padrão."

Seu próximo alvo são os prédios de apartamentos de médio porte. "Nosso objetivo é atingir mercados que desejam alto volume e repetição no design", diz Machado.

Machado explica que os clientes são inicialmente muito céticos com relação à construção modular. "Eles acham que são apenas caixas, sem arquitetura ou design interessantes." No entanto, quando veem as possibilidades de design, eles se interessam. "Quando eles realmente experimentam a construção modular, ficam tão impressionados que não querem mais usar a construção tradicional, porque a modular é rápida, de alta qualidade e oferece um produto uniforme."

Atualmente, a CMC emprega 155 pessoas e sua fábrica em Mirassol tem cerca de 22.000 metros quadrados (237.000 pés quadrados). A meta de longo prazo da empresa é poder oferecer aos clientes um serviço completo e pronto para uso, incluindo o desenvolvimento do terreno, a construção de fundações e a entrega de edifícios prontos para morar, inclusive com mobília.

Projeto Alma Maraú

A CMC está trabalhando atualmente em um empreendimento de resort de férias com 50 casas em uma das praias mais caras do Brasil, seu primeiro grande projeto no mercado residencial permanente. As casas híbridas têm seções modulares e também alguns componentes de madeira e aço que são construídos no local.

"É muito difícil construir nesse local porque há poucos trabalhadores da construção civil disponíveis, o terreno é de areia, está em uma área de preservação e não há infraestrutura como água, esgoto e energia", explica Machado. "Portanto, embora a construção dos módulos seja rápida, a conclusão do restante do projeto é muito lenta. O projeto será lançado em 2022."

O nível de conservação no canteiro de obras significa que "alguém supervisiona as tartarugas locais para mantê-las seguras e sem perturbações. E todas as plantas que precisam ser movidas são levadas para um viveiro para serem cuidadas antes de serem devolvidas ao seu local original".

Projeto Mina de Carajás

Um dos maiores projetos da empresa foi a Mina de Carajás, a cerca de 2.000 quilômetros (1240 milhas) da fábrica da CMC. Para acessar o local no coração da floresta amazônica, a empresa de mineração abriu estradas e ferrovias.

"O projeto era realmente grande - 2.000 módulos - e o cliente queria muita personalização: a cor dos painéis, o tamanho das janelas, tomadas elétricas específicas e assim por diante", diz Machado.

Além disso, o prazo era muito apertado. "Na primeira fase, entregamos 962 módulos em 270 dias, sendo que 300 módulos foram entregues no primeiro mês. Esse era um volume alto para nós na época."

Projeto Olimpíadas Rio

Outro projeto de curto prazo foi para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A produção começou em abril e os módulos precisavam estar no local até julho. A CMC produziu um total de 1.060 módulos - escritórios, alojamentos, banheiros e banheiros acessíveis, cozinhas industriais e um refeitório.

"Esse também foi um projeto muito personalizado ao qual tivemos que nos adaptar", diz Machado. "Por exemplo, os 382 módulos de cozinha industrial totalmente equipados que fornecemos precisavam ter tetos de três metros de altura. Eles também precisavam ter um sistema elétrico especial e pisos de aço, que eram diferentes para nós. Tivemos que contratar e treinar muitas pessoas muito rapidamente!"

Foco atual

O mais novo foco da CMC é a construção de prédios de apartamentos de médio porte. "Os edifícios foram projetados para ter de oito a doze andares", diz Machado. "Cada apartamento tem cerca de 25 metros quadrados (270 pés quadrados) e eles têm layouts semelhantes."

Atualmente, a empresa está trabalhando em testes e obtendo as aprovações necessárias para o projeto inicial, que será o primeiro edifício modular de médio porte no Brasil. Em seguida, eles estarão prontos para iniciar a fabricação.

O primeiro edifício construído será de propriedade conjunta da CMC e de outros investidores. Machado está confiante de que o edifício ajudará a superar o ceticismo dos clientes com relação à construção modular. "Depois que ele for construído, outros clientes solicitarão projetos semelhantes, mas eles precisam vê-lo primeiro."

Sobre a autora: Zena Ryder é escritora freelancer, especializada em escrever sobre construção e para empresas de construção. Você pode encontrá-la em Zena, Freelance Writer ou no LinkedIn.

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